Reunião Plena apresentou conquistas das negociações coletivas, ações realizadas em 2026 e reforçou a organização para as lutas do segundo semestre
O Sindicato dos Comerciários de Belo Horizonte e Região (SECBHR) realizou, no dia 11 de agosto, uma Reunião Plena de sua Diretoria. O encontro, no auditório da sede da entidade, fez um balanço do primeiro semestre de 2026, das conquistas alcançadas e dos desafios para os próximos meses.
Os diretores e diretoras compareceram em peso. Na chegada, puderam acompanhar gravações de reuniões em que foram celebrados Acordos Coletivos de Trabalho negociados pelo Sindicato, mostrando parte do trabalho desenvolvido diretamente nas empresas e junto à categoria.

Na abertura, o presidente João Periard destacou a importância das reuniões periódicas do pleno da Diretoria, expressão do trabalho de base realizado por uma entidade que possui ampla base territorial e representa uma numerosa categoria profissional.
Um vídeo produzido pela equipe do Sindicato reuniu imagens históricas ao som de uma música criada especialmente para o centenário do SECBHR, celebrando uma trajetória construída por sucessivas gerações de comerciários.
Na sequência, foi apresentada uma retrospectiva mês a mês das principais lutas, ações, negociações e mobilizações realizadas pelo Sindicato no primeiro semestre.
Para ver toda a retrospectiva, basta avançar para ver cada página da apresentação.
Negociações garantem ganho real e unificam conquistas
Um dos destaques foi o balanço das nove Convenções Coletivas de Trabalho e dos 14 Acordos Coletivos celebrados pelo Sindicato até o momento em 2026.

Nas CCTs, foram conquistados reajustes com ganhos superiores à inflação, valorização dos pisos, novos benefícios e ampliação das garantias econômicas e sociais.
Um avanço de grande importância foi a unificação de conquistas entre Belo Horizonte e municípios da Região Metropolitana, tendo como referência salários e benefícios mais elevados já conquistados pela categoria.
Na CCT da Fecomércio, essa unificação promoveu maior isonomia entre trabalhadores que exerciam as mesmas atividades, mas recebiam salários e benefícios diferentes apenas por trabalharem em municípios distintos.
Os resultados foram expressivos:
– o piso de vendedor passou de R$ 1.628,63 para R$ 1.900, crescimento de 16,66%;
– a garantia mínima do comissionista avançou de R$ 1.680,83 para R$ 1.980, aumento de 17,79%;
– a quebra de caixa saltou de R$ 68,62 para R$ 223,35, crescimento de 225,47%;
– e o prêmio passou de R$ 125,60 para R$ 256,43, avanço de 104,16%.
Mais do que reajustar valores, a unificação reduziu desigualdades e estendeu aos comerciários da Região Metropolitana importantes patamares de salários e benefícios conquistados na capital.
Também se destacou a assistência médica conquistada na CCT do SINCOPEÇAS. A mensalidade de R$31,90 por trabalhador é integralmente custeada pelas empresas, sem desconto mensal no salário, com telemedicina 24 horas, consultas em mais de 20 especialidades e coparticipação de R$14,90 somente quando utilizada.
O Sindicato também apresentou os 78 Acordos Coletivos vigentes que representam importantes ganhos para os comerciários.
Condições de trabalho e adoecimento entram no debate
A Diretoria acompanhou ainda uma síntese do estudo que o Sindicato está elaborando sobre a NR-01 e os riscos psicossociais.

Com referências da Organização Internacional do Trabalho (OIT), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e dados previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o levantamento revela uma realidade alarmante.
Segundo os dados analisados pelo Sindicato, os vendedores do comércio varejista ocupam o revoltante primeiro lugar entre as ocupações no número de afastamentos registrados entre 2012 e 2024 relacionados ao adoecimento causado pelas condições de trabalho, ultrapassando 71,7 mil casos.

Os números reforçam a necessidade de enfrentar metas abusivas, assédio, sobrecarga, jornadas extensas e outros fatores que comprometem a saúde física e mental dos trabalhadores.
Seguimos NA PRESSÃO pelo fim da escala 6×1
A luta pelo fim da escala 6×1 também esteve no centro da Reunião Plena.
No dia 10 de agosto, centrais sindicais, organizações de trabalhadores e movimentos sociais realizaram uma jornada nacional de mobilização pela redução da jornada sem redução dos salários. Manifestações, assembleias e atividades ocorreram em diferentes regiões do país, incluindo Brasília, Porto Alegre, Recife, Teresina, São Paulo e municípios da Região Metropolitana paulista.
Para os comerciários de Belo Horizonte e Região, essa luta está diretamente relacionada ao enfrentamento do PL 851, chamado pelo Sindicato de “PL da Escravidão”, que pretende permitir o funcionamento do comércio por 24 horas em Belo Horizonte; à campanha DOMINGO NÃO, pelo não funcionamento do comércio aos domingos; e à cobrança pelo cumprimento da legislação municipal e das CCTs no trabalho aos domingos e feriados.
São lutas pelo direito ao descanso, à saúde, ao lazer, à convivência familiar e a uma vida além do trabalho.
Por isso, o SECBHR segue engajado na campanha NA PRESSÃO pelo Fim da Escala 6×1.
▶ Para participar do movimento NA PRESSÃO, acesse: https://napressao.org.br
Centenário, memória e participação da categoria

No encerramento, o companheiro João Periard ressaltou a importância de preservar a verdadeira história dos comerciários. Destacou que a revista e os conteúdos do centenário são produzidos com base em fatos, documentos e pesquisas fundamentadas e fez um chamado aos comerciários mais antigos para contribuírem com fotografias, documentos e relatos, ajudando o Sindicato a registrar uma história construída pelas experiências da própria categoria.
O presidente também abordou a proximidade do período eleitoral e ressaltou a necessidade de atenção às fake news e informações enganosas, defendendo que os trabalhadores acompanhem os debates, verifiquem informações e analisem propostas e trajetórias com responsabilidade e consciência.
A plenária foi encerrada com uma saudação do vice-presidente José Alves Paixão, que destacou a importância dos assuntos discutidos e a necessidade de mais tempo e espaço para debates dessa dimensão. Ao final, desejou saúde e sucesso a toda a Diretoria.

O balanço mostrou um primeiro semestre de conquistas, negociação, mobilização e presença nas bases. Para os próximos meses, o SECBHR segue organizado para enfrentar novos desafios, ampliar direitos e permanecer NA PRESSÃO pelo fim da escala 6×1.




























































