O BRASIL JÁ DECIDIU E A LUTA VAI POR FIM À ESCALA 6×1

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A escala 6×1 precisa acabar — e essa já não é apenas uma pauta sindical. É uma decisão que está sendo tomada pela sociedade brasileira.

As pesquisas mostram isso de forma clara e incontestável.

Levantamento da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, realizado entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro de 2026, com 2.021 entrevistados em todo o país, aponta que 73% dos brasileiros defendem o fim da escala 6×1 sem redução salarial (https://www.nexus.fsb.com.br/estudos-divulgados/73-dos-brasileiros-sao-a-favor-do-fim-da-escala-6×1-sem-reducao-salarial-aponta-nexus/).

Já a pesquisa do Datafolha, realizada entre 3 e 5 de março de 2026, com 2.004 pessoas em 137 municípios, confirma essa maioria: 71% da população apoia o fim da escala 6×1 (https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2026/03/7376006-71-dos-brasileiros-apoiam-o-fim-da-escala-6×1-diz-datafolha.html).

Mais do que números, esses dados mostram uma virada histórica:
O Brasil não aceita mais viver para trabalhar — quer viver com dignidade

 

A REALIDADE DO COMÉRCIO É EXAUSTIVA

Quem está no comércio conhece essa rotina: seis dias seguidos de trabalho, finais de semana ocupados, metas, pressão e apenas um dia de descanso que não recupera o corpo nem a mente.

Mesmo dentro das 44 horas semanais, a ausência de dois dias consecutivos de folga compromete a recuperação física e psicológica, aumenta erros, conflitos e adoecimento.

Não é apenas cansativo. É um modelo que desgasta, adoece e precariza a vida.

 

O EXCESSO DE TRABALHO TEM CONSEQUÊNCIA

O debate não é ideológico. É baseado em evidência concreta.

Estudo conjunto da OMS e da OIT mostra que jornadas prolongadas estão associadas a:

  • aumento de 35% no risco de AVC
  • aumento de 17% no risco de morte por doenças cardíacas

https://www.who.int/news/item/17-05-2021-long-working-hours-increasing-deaths-from-heart-disease-and-stroke-who-ilo
https://www.ilo.org/resource/news/long-working-hours-can-increase-deaths-heart-disease-and-stroke-say-ilo-and

Trabalhar demais não é produtividade — é risco de vida.

 

A MUDANÇA TEM QUE SER DE VERDADE

A mudança já começou — inclusive dentro do próprio varejo.

Empresas do setor estão testando e implementando novas escalas, mostrando que é possível organizar o trabalho de forma mais humana, mas não podemos dar abertura para “pegadinhas” como implementação de escala 5×2 com 44 horas semanais, pois isso significa trocar “seis por meia dúzia” e não reduzir nada.

Nossa luta é pelo FIM DA ESCALA 6X1 COM REDUÇÃO REAL DA JORNADA E MANUTENÇÃO DOS SALÁRIOS.

 

REDUZIR A JORNADA É VIÁVEL E NECESSÁRIO

Os dados econômicos também desmontam o discurso patronal.

Estudo do Ipea mostra que reduzir a jornada de 44h para 40h teria impacto inferior a 1% no custo operacional do comércio:
https://www.ipea.gov.br/portal/categorias/45-todas-as-noticias/noticias/16263-reducao-da-jornada-de-trabalho-teria-custo-similar-ao-de-reajustes-historicos-do-salario-minimo

Já o projeto 4 Day Week Brazil comprovou aumento de produtividade, engajamento e equilíbrio entre vida e trabalho:
https://www.4dayweek.com/brazil-2024-pilot-results

Menos exploração significa mais resultado — e mais qualidade de vida.

  • o trabalhador não pode pagar com sua saúde

 

AGORA É MOBILIZAÇÃO

O fim da escala 6×1 não é uma pauta isolada. Ele faz parte de uma luta muito maior, que já está em curso no Brasil.

Uma plataforma nacional de lutas, construída pelo movimento sindical e pelos movimentos populares, que expressa o desejo de mudança da sociedade brasileira.

Essa luta está sendo erguida:

  • pelo Plebiscito Popular por um Brasil Mais Justo
  • pelo movimento VAT – Vida Além do Trabalho
  • pelas lutas por Tarifa Zero no transporte público
  • pelas organizações de mulheres
  • e por diversas outras frentes que constroem um país mais digno

O Sindicato dos Comerciários de BH e Região se soma a essas lutas, locais e nacionais, e vai erguer o fim da escala 6×1 em todas as suas mobilizações.

Porque essa é uma luta maior:

Por um Brasil mais justo.
Por mais dignidade para quem trabalha.
Por uma democracia cada vez mais forte e vibrante.