CHEGA DE FEMINICÍDIO! A VIOLÊNCIA É INACEITÁVEL E A VIDA DAS MULHERES NÃO É NEGOCIÁVEL!

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O Brasil vive uma realidade brutal: ser mulher ainda é, todos os dias, enfrentar o risco da violência — dentro e fora de casa.

E isso não é percepção. É dado concreto.

Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e do Ministério da Justiça, o país registra cerca de 1.400 a 1.500 feminicídios por ano, o que significa que em média 4 mulheres são assassinadas por dia no Brasil por serem mulheres .

São quatro vidas interrompidas todos os dias.

Quatro famílias destruídas todos os dias.

Quatro histórias interrompidas pela violência de gênero.

O feminicídio não começa no assassinato.
Ele começa na violência cotidiana, no controle, na ameaça, na agressão.

 

A VIOLÊNCIA TEM LUGAR E RESPONSÁVEL

Os dados mostram que a maioria dos feminicídios acontece dentro de casa.

Na maior parte dos casos, o agressor é companheiro ou ex-companheiro.
Ou seja, quem deveria proteger é quem mais mata.

Isso não é caso isolado — é uma estrutura de violência.

Uma estrutura baseada no machismo, na desigualdade e no controle sobre a vida das mulheres.

 

AS MULHERES TRABALHADORAS TAMBÉM VIVEM ESSA VIOLÊNCIA

Essa realidade não está distante do comércio — ela está dentro dele.

Uma reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, revelou algo alarmante:
mulheres trabalhadoras, especialmente vendedoras, relatam medo constante de ir e voltar do trabalho sozinhas, principalmente à noite.

Fonte:
https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2025/03/30/caso-vitoria-mulheres-relatam-risco-e-medo-de-andar-a-noite-sozinhas.ghtml

O medo faz parte da rotina.

O trajeto para o trabalho e para casa virou risco.

O direito básico de ir e vir não está garantido.

Para as comerciárias, isso se soma a uma realidade já dura:

  • jornadas exaustivas
  • baixos salários
  • dupla jornada (trabalho + casa)
  • exposição constante a situações de vulnerabilidade

A violência contra a mulher também é uma questão de trabalho.

 

LEIS EXISTEM MAS NÃO ESTÃO BASTANDO

O Brasil avançou com a Lei Maria da Penha e com a Lei do Feminicídio.

Mas os números mostram que isso ainda não é suficiente.

Seguimos vendo:

  • crescimento dos casos
  • falhas na proteção
  • medidas que não são cumpridas
  • mulheres sendo mortas mesmo após denunciar

Ter lei é importante, mas não basta. É preciso garantir proteção real.

 

ESSA LUTA É DE TODA A SOCIEDADE

O combate ao feminicídio não é uma pauta isolada das mulheres.

É uma luta de toda a sociedade — e especialmente das classes trabalhadoras.

Porque:

  • a violência destrói famílias
  • impacta o trabalho e a renda
  • revela desigualdades profundas

O movimento sindical tem responsabilidade:

Denunciar;
acolher;
proteger;
lutar por políticas públicas.

Defender a vida das mulheres é defender a dignidade das classes trabalhadoras.

 

A SOCIEDADE JÁ DISSE BASTA E ESTÁ EM MOVIMENTO

O enfrentamento ao feminicídio faz parte de uma luta maior, que já está em curso no Brasil.

Uma plataforma nacional de lutas, construída pelo movimento sindical e pelos movimentos populares, que expressa o desejo de transformação da sociedade.

Essa luta está sendo erguida:

  • pelas organizações de mulheres
  • pelo movimento sindical
  • pelo Plebiscito Popular por um Brasil Mais Justo
  • pelo movimento VAT – Vida Além do Trabalho
  • pelas lutas por Tarifa Zero no transporte público
  • e por diversas outras frentes que constroem um país mais digno
A sociedade já decidiu — e já está se mobilizando.

O Sindicato dos Comerciários de BH e Região se soma a essas lutas, locais e nacionais, e vai erguer o combate ao feminicídio em todas as suas mobilizações.

Porque essa é uma luta urgente:

Pela vida das mulheres.
Por justiça e igualdade.
Por um Brasil mais justo e uma democracia cada vez mais forte e vibrante.